Mestre: Matheus Janja (Galaxy)
Sistema: Kult: Divindade Perdida
Dia: Quarta-feira
Horário: 20:30
Sessões por mês: 2
Vagas: 2
Virtual Tabletop (VTT): Foundry
Mesa Especial: Não
Valor: R$79,80 mensal
Classificação: +18. Horror adulto, com temas de violência, racismo e escravidão no período histórico. Combinamos os limites da mesa no início da sessão.
Novo México, 1879. A ferrovia ainda não chegou, mas os homens dela já estão na cidade. Compram terra, medem o vale com instrumentos de latão e pagam em ouro por papéis que ninguém lembra de ter assinado.
Mesilla é uma cidade de adobe à beira do Rio Grande. Os sinos de San Albino tocam para os vivos e, às vezes, para para os mortos. O jornal publica obituários antes da hora. Na estação, uma diligência preta parte toda madrugada às três horas e não aparece em nenhum horário. No canto da cantina, um estranho paga bebida a quem lhe contar a verdade sobre por que está na estrada. Todo mundo deve alguma coisa: ao banco, ao armazém, ao delegado, ou a algo pior.
Para além da cidade fica o ermo. Ali estão o forte que guarda mais do que a fronteira, a mina cujo nome já é uma advertência e a missão onde ninguém mais reza. Há cidades que prosperam rápido demais e estradas que levam a lugares que não constam nos mapas. Nesta terra, a lei vale menos que uma escritura, e uma escritura vale menos que a memória de quem a lavrou. Aqui, o pecado de quem chegou primeiro ainda não acabou de cobrar seu preço.
Vocês chegam a Mesilla com um passado que não ficou para trás. Não há trilha a seguir nem um vilão esperando no último capítulo. Há uma cidade dividida, um vale em disputa e uma região inteira onde cada escolha deixa marca. Vocês podem defender a terra, vendê-la ou fugir com o que conseguirem carregar. Podem fazer pactos com o que bebe no canto da cantina e cavar o que deveria continuar enterrado. O que acontecer com Mesilla, e com vocês, depende do que fizerem. E do que estiverem dispostos a pagar.
Horror gótico sulista no deserto: poeira, culpa, fé e dinheiro sujo.